Sinopse

Verão de 1996, litoral de Alagoas. Tamara está aproveitando suas últimas semanas na vila pesqueira onde mora antes de partir para estudar em Brasília. Um dia, ela ouve falar de uma adolescente apelidada de “Sem Coração” por causa de uma cicatriz que tem no peito. Ao longo do verão, Tamara sente uma atração crescente por essa menina misteriosa.

 

Onde assistir Sem Coração:
  JustWatch.com

A adaptação do curta “Sem Coração” (2014) para longa-metragem equilibra o naturalismo de uma adolescência compartilhada com a natureza e a fantasia que exacerba os sentimentos vivenciados pelo jovem grupo protagonista.

O longa também acena a “Guaxuma” (2018), segundo curta-metragem da diretora Nara Normande. Nele, a cineasta imprime sua percepção da passagem do tempo durante sua adolescência, enquanto o longa se privilegia da paisagem encantadora da praia de Guaxuma, em Maceió, para levar à tela o lado sensorial de se crescer em meio à abundância de espaço e natureza.

O conflito se dá exatamente pelo contraste entre a vasta liberdade física experenciada pelas personagens e os limites da tolerância ao que se considera natural, algo que não só é consequência do isolamento regional, mas que parecem ser mais normalizados devido a ele. Ao se descobrir interessada por outra garota (a personagem do título, interpretada por Eduarda Samara), Tamara (Maya de Vicq) se vê sozinha com um sentimento que não compartilha com a mãe ou com os amigos com quem convive diariamente.

Prestes a se mudar da região litorânea para Brasília, Tamara começa a entender que tudo o que caracteriza sua existência está prestes a mudar, o que traz um olhar contemplativo que se mistura a introspeção daquilo que ainda é novo a ela. Se por um lado “Guaxuma” se concentrava na memória da amiga de infância da diretora e do que as duas vivenciaram juntas, o longa narra os fatos acorridos em 1996 como presentes, ao mesmo tempo que coloca Sem Coração como um outro fenômeno natural, com toda sua força, mistério e fragilidade ao contato humano.

 

 

Porque recomendamos

Um coming-of-age sob a perspectiva feminina, “Sem Coração” sabe bem como a relação entre tempo e natureza pode ser algo exuberante de se ver nas telas. Em contraste, os conflitos não verbalizados de Tamara vão de encontro às mudanças lentamente constantes da natureza ao seu redor.

 

Ficha Técnica

Formato: Longa-metragem / Ficção
Duração: 1h 35min
Ano: 2023
País: Brasil/Itália/França
Idioma: Português-Brasileiro/Italiano
Gênero: Drama
Produtora: Cinemascópio/Les Valseurs/Nefertiti Film/Komplizen
Distribuição: Vitrine Filmes
Direção e Roteiro: Nara Normande & Tião
Elenco: Maya de Vicq, Eduarda Samara, Maeve Jinkings, Erom Cordeiro, Ian Boechat, Kaique Brito, Alaylson Emanuel, Lucas Da Silva, Elany Santos
1ª Assistente de Direção: Laura Mansur
Direção de Fotografia: Evgenia Alexandrova
Direção de Arte: Thales Junqueira
Figurino: Preta Marquesi
Maquiagem: Natie Cortez
Montagem: Juliana Munhoz, Eduardo Serrano, Isabelle Manquillet
Som: Lucas Caminha
Edição de Som: Riccardo Spagnol, Gianluca Gasparrini
Engenheiro de Som: Adam Levý
Mixagem: Gilles Bernardeau
Trilha Sonora Original: Tratenwald

Heartless (2023) on IMDb

Estreia

21/03/2024

 

Sinopse

Numa mesa de bar, o velho Adoniran Barbosa conta a um jovem garçom histórias de uma São Paulo que já não existe. Lembra com carinho da maloca onde viveu com Joca e Mato Grosso, da paixão deles por Iracema e de outros personagens eternizados em seus sambas, crônicas de uma metrópole engolida pelo apetite voraz do “pogréssio”.

 

 

Ficha Técnica

• Formato: Longa-metragem / Ficção
• Gênero: Comédia / Musical
• Classificação Indicativa: 14 anos
• País: Brasil
• Ano: 2023
• Idioma: Português-Brasileiro
• Duração: 108 minutos
• Produção: Pink Flamingo Filmes
• Coprodução: Nation Filmes
• Distribuição: Elo Studios
• Direção: Pedro Serrano
• Roteiro: Rubens Marinelli, Guilherme Quintella e Pedro Serrano
• Elenco: Paulo Miklos, Leilah Moreno, Gero Camilo, Gustavo Machado e Paulo Tiefenthaler

Sinopse

Baseado no microcosmo de uma família com ideias específicas sobre felicidade e pertencimento, A Felicidade das Coisas busca falar sobre maternidade e a posição da mulher numa cultura patriarcal.

Paula, 40 anos, está esperando seu terceiro filho, enquanto passa seu tempo entre uma praia feia e uma recém-adquirida e modesta casa de veraneio, no litoral paulista, onde ela pretende construir uma piscina para seus filhos. Quando seus planos se desfazem por conta de problemas financeiros, ela se torna cada vez mais sufocada pelo peso de suas responsabilidades. Deixada sozinha pelo marido e lidando com as constantes demandas de seu filho adolescente, que está conhecendo um novo mundo, Paula precisa confrontar suas próprias expectativas e frustrações, o que nos revela uma associação profunda entre amor e perda.

 

Onde assistir A Felicidade das Coisas:
  JustWatch.com

Assim como outras obras da produtora Filmes de Plástico, A Felicidade das Coisas parece um documentário se tratando do realismo das situações que retrata e da atuação de seus atores. Com uma grande capacidade de evocar memórias nostálgicas de férias adolescentes em litorais paulistas (a história se passa em Caraguatatuba, no estado de São Paulo), o filme tem um elenco que parece ter saído da mesma casa para as gravações, tamanha a capacidade de representar um núcleo familiar cenicamente.

Paula (Patrícia Saravy), a mãe sobrecarregada do pré-adolescente Gustavo (Messias Gois), da menina Gabi (Lavinia Castelari) e grávida de outra menina, luta por poder querer ter uma piscina na casa onde passa as férias com os filhos e sua mãe Antônia (Magali Biff). Um desejo pessoal que já foi compartilhado por todos, e também uma teimosia que vem de uma resistência em favor de seu próprio desejo. O marido e pai nunca é mostrado, uma ausência que vai se alargando a cada progressão das personagens.

Alternando entre o tédio e a ânsia para que algo aconteça, a família se choca em momentos que os membros decidem batalhar por suas próprias vontades de serem livres ou serem vistos. Feito por esses pequenos conflitos em relações humanas e de transformações sutis, o longa de estreia da cineasta Thais Fujinaga (Os Irmãos Mai, 2013) consegue se comunicar com um Brasil imenso por compreender e reproduzir dinâmicas familiares íntimas que acabam tocando diferentes gerações.

Entre frequentar uma praia não-paradisíaca e encabeçar a obra parada, Paula decide que a piscina “metade vazia” agora estaria cheia, nem que fosse por conta própria e com água do poço da casa vizinha. É um momento breve de felicidade que é recompensador para as personagens e os espectadores, daqueles capazes de formar memórias duradouras.

 

 

Porque recomendamos

Filme reflete sobre maternidade do ponto de vista de duas gerações (Paula e sua mãe), enquanto explora relações familiares a partir de um recorte que pode ser nostálgico e palpável para muitos espectadores.

 

Ficha Técnica

Formato: Longa-metragem / Ficção
Duração: 1h 21min
Ano: 2021
País: Brasil
Idioma: Português-Brasileiro
Gênero: Drama
Produtora: Filmes de Plástico
Coprodução: Lira Cinematográfica
Distribuição: Embaúba Filmes
Direção e Roteiro: Thais Fujinaga
Produção: Thiago Macêdo Correia e Lara Lima
Elenco: Patricia Saravy, Magali Biff, Messias Barros Góis e Lavínia Castelari
Produção de Elenco: Alice Wolfenson
Direção de Fotografia: André Luiz de Luiz
Direção de Arte: Dicezar Leandro
Montagem: Alexandre Taira
Colorista: João Paulo Geraldo
Som: Rubén Valdés, Vitor Moraes e Gustavo Nascimento
Trilha Sonora Original: Dudinha Lima

The Joy of Things (2021) on IMDb

Sinopse

Na Base Aérea de Natal, o Brasil se prepara para lançar o primeiro foguete tripulado para o espaço. Este dia histórico afeta a vida de Marcela, Marcos e seus dois filhos. Ela é faxineira e ele, mecânico, mas ela sonha com outros horizontes.

 

 

Você também pode assistir Sideral nas seguintes plataformas:
  JustWatch.com

 

A história de “Sideral” era parte de um projeto do diretor Carlos Segundo formado por pequenas histórias. O projeto não foi para frente, mas Segundo sabia que a história que se passa em um futuro atemporal, onde a vida de um casal e seus filhos é afetada por um evento histórico para o Brasil, tinha potencial para virar um curta.

O vislumbre de um acontecimento sem data para acontecer no país é preciso. Por exemplo, a cena onde os colegas de trabalho de uma oficina mecânica acompanham o lançamento do foguete tomando uma cerveja e comendo petiscos parece ter saído de um dia de jogo de copa do mundo. Esse retrato cotidiano apenas prepara o terreno para o cair da ficha, quando é revelado o destino da mãe de família que resolve fugir do planeta escondida em um foguete. O fato em si acaba sendo tão surreal como a forma como nos é contada, através de dois militares no sofá da casa da família.

O descaso do Estado em relação à família e a mulher agora presa (e livre) em um foguete no espaço é de onde vem a tragicomédia procurada pelo diretor, que tem predileção por criar situações onde não sabemos exatamente o que irá nos atingir. Levar essas situações corriqueiras para um extremo também é uma forma que o diretor encontra de manter seus filmes entre o autoral e o popular, atraindo público enquanto conta uma histórias cheia de nuances.

O curta-metragem é daquelas obras onde tudo funciona tão bem que acaba parecendo muito simples. A premissa que traz um pano de fundo na ficção científica é incomum o bastante para atrair a curiosidade. Quando um conflito familiar é colocado como propulsor da narrativa, a situação acaba se tornando mais realista e absurda ao mesmo tempo, química perfeita e que sem esforço justifica a carreira que o filme teve em festivais.

 

Porque recomendamos

Drama familiar cotidiano temperado com ficção científica, o curta sabe a hora exata de virar tudo de cabeça para baixo com impacto, humor e absurdo.

 

Ficha Técnica

• Ano: 2021
• Duração: 15 min
• Formato: Curta-metragem / Ficção
• Gêneros: Drama, Comédia, Ficção Científica
• Países: Brasil, França
• Idioma: Português-Brasileiro
• Produtoras: Casa da Praia, O Sopro do Tempo, Les Valseurs
• Distribuidoras: Les Valseurs
• Direção e roteiro: Carlos Segundo
• Assistência de Direção: Pedro Fiuza, Luiza Oest
• Elenco: Priscilla Vilela, Enio Cavalcante, Fernanda Cunha, Matheus Brito, George Holanda, Matteus Cardoso e Robson Medeiros
• Com vozes de: Henrique Fontes e Ednaldo Martins
• Produção: Mariana Hardi, Pedro Fiuza, Damien Megherbi e Justin Pechberty
• Produção Executiva: Mariana Hardi, Damien Megherbi, Justin Pechberty
• Direção de Produção: Mariana Hardi
• Direção de Fotografia: Carlos Segundo e Julio Schwantz
• Direção de Arte: Ana Paola Ottoni
• Figurino: Rosângela Dantas
• Montagem: Carlos Segundo e Jérôme Bréau
• Colorista: Caïque De Souza
• Som: Miguel Sampaio
• Edição de Som: Antoine Bertucci
• Trilha Sonora: Jérôme Rossi
• Foley: Didier Falk
• Efeitos Especiais: Jeff Essoki
• Mixagem: Vincent Arnardi

 

Sideral (2021) on IMDb

Sinopse

A fantástica e divertida jornada de nosso “anti-herói” preferido, Raimundo Nonato (João Miguel), e suas aventuras filosófico-culinárias continuam. Quinze anos depois dos acontecimentos do primeiro filme, Nonato virou o chef dos chefs na prisão, encantando com seu talento culinário e saborosa lábia tanto o diretor do presídio quanto o veterano líder dos detentos (Paulo Miklos). Até que um terceiro chefão, o mafioso italiano Dom Caroglio (Nicola Siri), chega para disputar o controle da penitenciária e o privilégio de ser servido pelo carismático cozinheiro. Ao mesmo tempo, conheceremos os tortuosos caminhos que transformaram o pacato filho da dona de um restaurante brasileiro no sul da Itália no poderoso chefe que, anos depois, vem ao Brasil desafiar o crime organizado por causa de Nonato.

A direção é Marcos Jorge (Estômago, 2007) e a estreia está agendada para 18 de abril de 2024. O roteiro é de Marcos Jorge, Bernardo Rennó e Lusa Silvestre.

 

Ficha técnica

Direção: Marcos Jorge
Roteiro: Bernardo Rennó, Lusa Silvestre e Marcos Jorge
Produção: Cláudia da Natividade e Francesco De Blasi
Empresas Produtoras: Zencrane Filmes (Brasil) e Alexandra Cinematografica (Itália)
Empresas Coprodutoras: Warner Bros. Discovery, Telecine
Empresa Distribuidora: Paris Filmes, Warner Bros. Discovery
Elenco Brasileiro: João Miguel, Nicola Siri, Paulo Miklos, Guenia Lemos, Marco Zenni, Rodrigo Ferrarini, Paulo Silvestre, Guenia Lemos
Elenco Italiano: Violante Placido, Guido Beranek, Marisa Laurito, Giorgio Gobbi
Participação Especial: Projota, Vincent Riotta

 

 

 

Sinopse

Às vésperas do campeonato de vôlei decisivo para seu futuro como atleta, Sofía (17), descobre uma gravidez indesejada. Na tentativa de interrompê-la clandestinamente, ela acaba se convertendo em alvo de um grupo fundamentalista decidido a detê-la a qualquer preço, mas nem Sofía nem aqueles que a amam estão dispostos a se render ante o fervor cego da manada.

A estreia brasileira está agendada para 22 de fevereiro de 2024. O filme é dirigido por Lillah Halla, que escreveu o roteiro com María Elena Morán.

 

Ficha Técnica

Formato: Longa-metragem, Ficção

Gênero: Drama

Duração: 1h 39min

Países: Brasil, França, Uruguai

Idiomas: Português, Espanhol

Direção: Lillah Halla

Roteiro: Lillah Halla, María Elena Morán

Produtoras: Arissas, Manjericão Filmes, In Vivo Films, Cimarrón Cine / (Coprodução) Rio Filme, Vitrine Filmes, Telecine, Canal Brasil

Distribuição: Lira Filmes, Vitrine Filmes

Elenco: Ayomi Domenica, Loro Bardot, Grace Passô, Gláucia Vandeveld, Rômulo Braga

Produção de Elenco: Gabriel Domingues

Preparação de Elenco: Márcio Mehiel

Produção: Clarissa Guarilha, Rafaella Costa, Louise Bellicaud, Claire Charles-Gervais / Co-produção: Santiago López, Hernán Musaluppi, Diego Robino

Produção Executiva: Joana Rochadel, Rafaella Costa, Clarissa Guarilha, Clarissa Pivetta

Direção de Produção: Ana Clara Rafaldi

Assistência de Direção: Julia Medeiros

Direção de Fotografia: Wilssa Esser, ABC

Direção de Arte: Maíra Mesquita

Figurino: Nicole Dravieux, Nina Maria

Maquiagem: Simone Souza

Montagem: Eva Randolph, EDT

Som Direto: Rubén Valdes

Edição de Som: Waldir Xavier

Som Direto: Ruben Valdés

Mixagem: Alejandro Grillo

Música Original: Maria Beraldo (participação especial: Badsista e Juçara Marçal)

 

Sinopse

Meu Nome é Gal acompanha de perto e de dentro o breve e efervescente momento da Tropicália, o principal movimento da contracultura no Brasil, responsável pela maior mudança musical e comportamental que o país já viveu. Gal Costa foi a principal voz feminina do Tropicalismo mas, para isso, precisou se libertar das amarras de uma timidez que quase a impediu de seguir sua vocação inequívoca. Com sua presença, sua atitude, seu corpo e sua voz, Gal Costa transformou a música brasileira e também toda uma geração, principalmente de mulheres. O filme mostra como ela e seus companheiros Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Jards Macalé, Tom Zé e Wally Salomão, ainda muito jovens, enfrentaram a dificuldade de serem tão vanguardistas em meio ao conservadorismo e à violência impostos pela ditadura militar no Brasil.

 

Onde assistir Meu Nome é Gal

 

  JustWatch.com


Retratar uma vida toda em um filme é um trabalho de difícil execução, talvez por isso algumas cinebiografias podem parecer apressadas nos fatos representados. A decisão das diretoras Dandara Ferreira e Lô Politi em contar a história de Gal Costa durante um determinado recorte de tempo (o filme se passa entre 1967 e 1971) é muito acertado, focando em uma fase decisiva para sua formação pessoal e artística.

Há pouco sobre a infância ou juventude de Gal, como uma cena breve e que se repete em outro momento do filme em que mostra a artista, criança, ouve sua própria voz em uma bacia de metal, retratando de forma concisa a forma como ela foi se entende como pessoa a partir de seu talento. A não utilização em excesso de momentos desse seu período dão força a estes pequenos flashbacks, que tem uma justificativa além da cronologia para estar ali.

A ditadura militar e a formação da Tropicália caminham juntos com o início e consagração da carreira da cantora. O resultado é uma fase onde o medo, a descoberta e o enfrentamento também se alternavam, fazendo com que o ser e o fazer se transformassem em atitudes corajosamente combativas.

As imagens de arquivo são habilmente utilizadas pelos montadores Eduardo Serrano e Eduardo Gripa, que foram capazes de inseri-las dentro da lógica da narrativa e, em paralelo, as fazem colaborar em transições temporais de uma forma eficaz, contribuindo assim para a sensação de urgência da época.

É notável o preparo dedicado de Sophie Charlotte (O Rio do Desejo, 2022) com sua Gal, uma construção de personagem que pode ser percebida em cada gesto que revela um pensamento não dito. Seus companheiros de cena Luis Lobianco (que interpreta o empresário Guilherme Araújo) e Camila Márdila (que faz Dedé Veloso) são igualmente precisos em suas construções e o filme cresce com suas interações. O tempo de tela ajuda Rodrigo Lelis (Caetano Veloso) e Dan Ferreira (Gilberto Gil) a mostrarem muito do Caetano e Gil que eles pesquisaram. Outros tantos artistas contemporâneos e fundamentais da música brasileira habitam o filme e contextualizam a ebulição cultural daquele momento.

O longa é um presente para aqueles que já conhecem e celebram a vida e trabalho de uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos, e pode alcançar também aqueles que pouco conhecem ou ainda não tiveram a oportunidade de ouvir suas músicas. Mostra também um período essencial para se conhecer o Brasil, focando em como artistas tiveram protagonismo na resistência a um dos momentos mais duros de sua história.

 

 

Porque recomendamos


A dedicação de Sophie Charlotte em construir Gal é visível, algo ainda mais especial quando levamos em conta que ela teve contato com a cantora (falecida em 2022) durante a preparação. O recorte de tempo em que o filme acontece é preciso e mostra um período essencial para entender o Brasil.

 

Ficha técnica
  • Duração: 120 min
  • Ano de lançamento: 2023
  • País de produção: Brasil
  • Produtora: Paris Entretenimento e Dramática Filmes / Coprodução: Globo Filmes, Telecine e California Filmes
  • Distribuidora: Paris Filmes / Codistribuição: SPCINE, Secretaria Municipal de Cultura
  • Direção: Dandara Ferreira e Lô Politi
  • Roteiro: Lô Politi, Maíra Buhler e Mirna Nogueira
  • Produção: Marcio Fraccaroli, Lô Politi, André Fraccaroli, Veronica Stumpf
  • Produção Executiva: Jatir Eiró, UPEX, Mariana Marcondes
  • Produtores Associados: Wilma Petrillo, Dandara Ferreira e Jorge Furtado
  • Elenco: Sophie Charlotte, Rodrigo Lellis, Camila Mardila, Luis Lobianco, Dan Ferreira, Dandara Ferreira, Chica Carelli, George Sauma, Pedro Meirelles, Caio Scot e Barroso
  • Direção de Fotografia: Pedro Sotero, ABC
  • Direção de Arte: Juliana Lobo, Thales Junqueira
  • Figurino: Gabriella Marra
  • Maquiagem: Tayce Vale
  • Som Direto: Abrão César
  • Edição de Som: Beto Ferraz
  • Mixagem: Toco Cerqueira
  • Trilha Sonora: Otavio de Moraes
  • Montagem: Eduardo Gripa e Eduardo Serrano

 

 

Meu Nome é Gal (2023) on IMDb

Sinopse: Numa grande comunidade da periferia brasileira chamada “Grande Sertão”, a luta entre policiais e bandidos assume ares de guerra e traz à tona questões como lealdade, vida e morte, amor e coragem. Riobaldo (Caio Blat) entra para o crime por amor a Diadorim (Luisa Arraes), mas nunca tem a coragem de revelar sua paixão. A história, narrada por Riobaldo, é marcada pela presença de um personagem enigmático, Diadorim, que se torna um grande amigo dele e desperta sentimentos complexos. A identidade de Diadorim é um mistério constante para Riobaldo, que lida com escolhas morais e dilemas éticos, enquanto busca entender seu lugar no mundo e sua própria natureza. Nesse percurso transcorre as batalhas e escaramuças da grande guerra do Sertão. Com Rodrigo Lombardi, Luis Miranda, Eduardo Sterblitch e Luellem de Castro.

A estreia brasileira é prevista para 30 de maio de 2024 e a direção é de Guel Arraes. O roteiro é de Jorge Furtado e Guel Arraes.

Formato: Loga-metragem / Ficção

Gênero: Drama

Produção: Paranoid Filmes / Globo Filmes (coprodução)

Distribuição: Paris Filmes

Produtores: Manoel Rangel, Egisto Betti e Heitor Dhalia

Produção Executiva: Adriana König, Carol Scalice e Luciano Salim

Produtor de Elenco: Alonso Zerbinato

Direção de Fotografia: Gustavo Hadba

Direção de Arte: Valdy Lopes Jn.

Figurino: Cao Albuquerque e Diana Leste

Maquiagem: Cleber de Oliveira

Montagem: Fabio Jordão

Técnico de Som: Martín Grignaschi

Edição de Som: María Florencia Gonzalez Rogani

VFX: Eduardo Schaal, Guilherme Ramalho e Hugo Gurgel

 

Sinopse: Em uma noite qualquer, Marco (Fábio Porchat, “Entre Abelhas, 2015) e Laura (Sandy Leah, “Quando Eu Era Vivo”, 2014) se conhecem em um karaokê e cantam juntos a música Evidências. Desde então, eles se apaixonaram e formaram um casal que parecia perfeito, até o momento do “sim”. Sem entender o que aconteceu, agora, toda vez que essa música tocar, Marco vai viajar nas suas lembranças com Laura para encarar as evidências do amor. Com Evelyn Castro e Larissa Luz.

O filme tem estreia prevista para 22 de fevereiro de 2024 e é dirigido por Pedro Antônio. O roteiro é de Pedro Antônio, Luanna Guimarães e Alvaro Campos. Inspirirado na música Evidências, composta por José Augusto e Paulo Sérgio Valle.

Formato: Longa-metragem / Ficção

Gênero: Comédia Romântica

Produção: Framboesa Filmes

Distribuição: Warner Bros. Pictures

 

Aumenta que é Rock’n’Roll é a história de Luiz Antônio, um atrapalhado radialista que inesperadamente se vê no comando de uma estação de rádio falida e caindo aos pedaços. Contando apenas com sua paixão pelo rock and roll e com uma equipe muito louca, ele cria uma das rádios mais emblemáticas da história do rock brasileiro, a Fluminense FM. Entre solos de guitarra e interferências no sinal, acompanhamos as aventuras e desventuras de Luiz, que ainda por cima se apaixona por uma locutora casada. Com George Sauma, João Vitor Silva, Marina Provenzzano, Orã Figueiredo e Adriano Garib.

O lançado é previsto para 01º de fevereiro e a direção é de Thomas Portella (Operações Especiais, 2015). O roteiro é de LG Bayão.

Formato: Longa-metragem / Ficção

Gênero: Drama

Produção: Luz Mágica / Globo Filmes (coprodução)

Distribuição: H2O Films