Sinopse

A fantástica e divertida jornada de nosso “anti-herói” preferido, Raimundo Nonato (João Miguel), e suas aventuras filosófico-culinárias continuam. Quinze anos depois dos acontecimentos do primeiro filme, Nonato virou o chef dos chefs na prisão, encantando com seu talento culinário e saborosa lábia tanto o diretor do presídio quanto o veterano líder dos detentos (Paulo Miklos). Até que um terceiro chefão, o mafioso italiano Dom Caroglio (Nicola Siri), chega para disputar o controle da penitenciária e o privilégio de ser servido pelo carismático cozinheiro. Ao mesmo tempo, conheceremos os tortuosos caminhos que transformaram o pacato filho da dona de um restaurante brasileiro no sul da Itália no poderoso chefe que, anos depois, vem ao Brasil desafiar o crime organizado por causa de Nonato.

A direção é Marcos Jorge (Estômago, 2007) e a estreia está agendada para 18 de abril de 2024. O roteiro é de Marcos Jorge, Bernardo Rennó e Lusa Silvestre.

 

Ficha técnica

Direção: Marcos Jorge
Roteiro: Bernardo Rennó, Lusa Silvestre e Marcos Jorge
Produção: Cláudia da Natividade e Francesco De Blasi
Empresas Produtoras: Zencrane Filmes (Brasil) e Alexandra Cinematografica (Itália)
Empresas Coprodutoras: Warner Bros. Discovery, Telecine
Empresa Distribuidora: Paris Filmes, Warner Bros. Discovery
Elenco Brasileiro: João Miguel, Nicola Siri, Paulo Miklos, Guenia Lemos, Marco Zenni, Rodrigo Ferrarini, Paulo Silvestre, Guenia Lemos
Elenco Italiano: Violante Placido, Guido Beranek, Marisa Laurito, Giorgio Gobbi
Participação Especial: Projota, Vincent Riotta

 

 

 

Sinopse

Às vésperas do campeonato de vôlei decisivo para seu futuro como atleta, Sofía (17), descobre uma gravidez indesejada. Na tentativa de interrompê-la clandestinamente, ela acaba se convertendo em alvo de um grupo fundamentalista decidido a detê-la a qualquer preço, mas nem Sofía nem aqueles que a amam estão dispostos a se render ante o fervor cego da manada.

A estreia brasileira está agendada para 22 de fevereiro de 2024. O filme é dirigido por Lillah Halla, que escreveu o roteiro com María Elena Morán.

 

Ficha Técnica

Formato: Longa-metragem, Ficção

Gênero: Drama

Duração: 1h 39min

Países: Brasil, França, Uruguai

Idiomas: Português, Espanhol

Direção: Lillah Halla

Roteiro: Lillah Halla, María Elena Morán

Produtoras: Arissas, Manjericão Filmes, In Vivo Films, Cimarrón Cine / (Coprodução) Rio Filme, Vitrine Filmes, Telecine, Canal Brasil

Distribuição: Lira Filmes, Vitrine Filmes

Elenco: Ayomi Domenica, Loro Bardot, Grace Passô, Gláucia Vandeveld, Rômulo Braga

Produção de Elenco: Gabriel Domingues

Preparação de Elenco: Márcio Mehiel

Produção: Clarissa Guarilha, Rafaella Costa, Louise Bellicaud, Claire Charles-Gervais / Co-produção: Santiago López, Hernán Musaluppi, Diego Robino

Produção Executiva: Joana Rochadel, Rafaella Costa, Clarissa Guarilha, Clarissa Pivetta

Direção de Produção: Ana Clara Rafaldi

Assistência de Direção: Julia Medeiros

Direção de Fotografia: Wilssa Esser, ABC

Direção de Arte: Maíra Mesquita

Figurino: Nicole Dravieux, Nina Maria

Maquiagem: Simone Souza

Montagem: Eva Randolph, EDT

Som Direto: Rubén Valdes

Edição de Som: Waldir Xavier

Som Direto: Ruben Valdés

Mixagem: Alejandro Grillo

Música Original: Maria Beraldo (participação especial: Badsista e Juçara Marçal)

 

Sinopse

Meu Nome é Gal acompanha de perto e de dentro o breve e efervescente momento da Tropicália, o principal movimento da contracultura no Brasil, responsável pela maior mudança musical e comportamental que o país já viveu. Gal Costa foi a principal voz feminina do Tropicalismo mas, para isso, precisou se libertar das amarras de uma timidez que quase a impediu de seguir sua vocação inequívoca. Com sua presença, sua atitude, seu corpo e sua voz, Gal Costa transformou a música brasileira e também toda uma geração, principalmente de mulheres. O filme mostra como ela e seus companheiros Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Jards Macalé, Tom Zé e Wally Salomão, ainda muito jovens, enfrentaram a dificuldade de serem tão vanguardistas em meio ao conservadorismo e à violência impostos pela ditadura militar no Brasil.

 

Onde assistir Meu Nome é Gal

 

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Retratar uma vida toda em um filme é um trabalho de difícil execução, talvez por isso algumas cinebiografias podem parecer apressadas nos fatos representados. A decisão das diretoras Dandara Ferreira e Lô Politi em contar a história de Gal Costa durante um determinado recorte de tempo (o filme se passa entre 1967 e 1971) é muito acertado, focando em uma fase decisiva para sua formação pessoal e artística.

Há pouco sobre a infância ou juventude de Gal, como uma cena breve e que se repete em outro momento do filme em que mostra a artista, criança, ouve sua própria voz em uma bacia de metal, retratando de forma concisa a forma como ela foi se entende como pessoa a partir de seu talento. A não utilização em excesso de momentos desse seu período dão força a estes pequenos flashbacks, que tem uma justificativa além da cronologia para estar ali.

A ditadura militar e a formação da Tropicália caminham juntos com o início e consagração da carreira da cantora. O resultado é uma fase onde o medo, a descoberta e o enfrentamento também se alternavam, fazendo com que o ser e o fazer se transformassem em atitudes corajosamente combativas.

As imagens de arquivo são habilmente utilizadas pelos montadores Eduardo Serrano e Eduardo Gripa, que foram capazes de inseri-las dentro da lógica da narrativa e, em paralelo, as fazem colaborar em transições temporais de uma forma eficaz, contribuindo assim para a sensação de urgência da época.

É notável o preparo dedicado de Sophie Charlotte (O Rio do Desejo, 2022) com sua Gal, uma construção de personagem que pode ser percebida em cada gesto que revela um pensamento não dito. Seus companheiros de cena Luis Lobianco (que interpreta o empresário Guilherme Araújo) e Camila Márdila (que faz Dedé Veloso) são igualmente precisos em suas construções e o filme cresce com suas interações. O tempo de tela ajuda Rodrigo Lelis (Caetano Veloso) e Dan Ferreira (Gilberto Gil) a mostrarem muito do Caetano e Gil que eles pesquisaram. Outros tantos artistas contemporâneos e fundamentais da música brasileira habitam o filme e contextualizam a ebulição cultural daquele momento.

O longa é um presente para aqueles que já conhecem e celebram a vida e trabalho de uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos, e pode alcançar também aqueles que pouco conhecem ou ainda não tiveram a oportunidade de ouvir suas músicas. Mostra também um período essencial para se conhecer o Brasil, focando em como artistas tiveram protagonismo na resistência a um dos momentos mais duros de sua história.

 

 

Porque recomendamos


A dedicação de Sophie Charlotte em construir Gal é visível, algo ainda mais especial quando levamos em conta que ela teve contato com a cantora (falecida em 2022) durante a preparação. O recorte de tempo em que o filme acontece é preciso e mostra um período essencial para entender o Brasil.

 

Ficha técnica
  • Duração: 120 min
  • Ano de lançamento: 2023
  • País de produção: Brasil
  • Produtora: Paris Entretenimento e Dramática Filmes / Coprodução: Globo Filmes, Telecine e California Filmes
  • Distribuidora: Paris Filmes / Codistribuição: SPCINE, Secretaria Municipal de Cultura
  • Direção: Dandara Ferreira e Lô Politi
  • Roteiro: Lô Politi, Maíra Buhler e Mirna Nogueira
  • Produção: Marcio Fraccaroli, Lô Politi, André Fraccaroli, Veronica Stumpf
  • Produção Executiva: Jatir Eiró, UPEX, Mariana Marcondes
  • Produtores Associados: Wilma Petrillo, Dandara Ferreira e Jorge Furtado
  • Elenco: Sophie Charlotte, Rodrigo Lellis, Camila Mardila, Luis Lobianco, Dan Ferreira, Dandara Ferreira, Chica Carelli, George Sauma, Pedro Meirelles, Caio Scot e Barroso
  • Direção de Fotografia: Pedro Sotero, ABC
  • Direção de Arte: Juliana Lobo, Thales Junqueira
  • Figurino: Gabriella Marra
  • Maquiagem: Tayce Vale
  • Som Direto: Abrão César
  • Edição de Som: Beto Ferraz
  • Mixagem: Toco Cerqueira
  • Trilha Sonora: Otavio de Moraes
  • Montagem: Eduardo Gripa e Eduardo Serrano

 

 

Meu Nome é Gal (2023) on IMDb

Sinopse: Numa grande comunidade da periferia brasileira chamada “Grande Sertão”, a luta entre policiais e bandidos assume ares de guerra e traz à tona questões como lealdade, vida e morte, amor e coragem. Riobaldo (Caio Blat) entra para o crime por amor a Diadorim (Luisa Arraes), mas nunca tem a coragem de revelar sua paixão. A história, narrada por Riobaldo, é marcada pela presença de um personagem enigmático, Diadorim, que se torna um grande amigo dele e desperta sentimentos complexos. A identidade de Diadorim é um mistério constante para Riobaldo, que lida com escolhas morais e dilemas éticos, enquanto busca entender seu lugar no mundo e sua própria natureza. Nesse percurso transcorre as batalhas e escaramuças da grande guerra do Sertão. Com Rodrigo Lombardi, Luis Miranda, Eduardo Sterblitch e Luellem de Castro.

A estreia brasileira é prevista para 30 de maio de 2024 e a direção é de Guel Arraes. O roteiro é de Jorge Furtado e Guel Arraes.

Formato: Loga-metragem / Ficção

Gênero: Drama

Produção: Paranoid Filmes / Globo Filmes (coprodução)

Distribuição: Paris Filmes

Produtores: Manoel Rangel, Egisto Betti e Heitor Dhalia

Produção Executiva: Adriana König, Carol Scalice e Luciano Salim

Produtor de Elenco: Alonso Zerbinato

Direção de Fotografia: Gustavo Hadba

Direção de Arte: Valdy Lopes Jn.

Figurino: Cao Albuquerque e Diana Leste

Maquiagem: Cleber de Oliveira

Montagem: Fabio Jordão

Técnico de Som: Martín Grignaschi

Edição de Som: María Florencia Gonzalez Rogani

VFX: Eduardo Schaal, Guilherme Ramalho e Hugo Gurgel

 

Sinopse: Em uma noite qualquer, Marco (Fábio Porchat, “Entre Abelhas, 2015) e Laura (Sandy Leah, “Quando Eu Era Vivo”, 2014) se conhecem em um karaokê e cantam juntos a música Evidências. Desde então, eles se apaixonaram e formaram um casal que parecia perfeito, até o momento do “sim”. Sem entender o que aconteceu, agora, toda vez que essa música tocar, Marco vai viajar nas suas lembranças com Laura para encarar as evidências do amor. Com Evelyn Castro e Larissa Luz.

O filme tem estreia prevista para 22 de fevereiro de 2024 e é dirigido por Pedro Antônio. O roteiro é de Pedro Antônio, Luanna Guimarães e Alvaro Campos. Inspirirado na música Evidências, composta por José Augusto e Paulo Sérgio Valle.

Formato: Longa-metragem / Ficção

Gênero: Comédia Romântica

Produção: Framboesa Filmes

Distribuição: Warner Bros. Pictures

 

Aumenta que é Rock’n’Roll é a história de Luiz Antônio, um atrapalhado radialista que inesperadamente se vê no comando de uma estação de rádio falida e caindo aos pedaços. Contando apenas com sua paixão pelo rock and roll e com uma equipe muito louca, ele cria uma das rádios mais emblemáticas da história do rock brasileiro, a Fluminense FM. Entre solos de guitarra e interferências no sinal, acompanhamos as aventuras e desventuras de Luiz, que ainda por cima se apaixona por uma locutora casada. Com George Sauma, João Vitor Silva, Marina Provenzzano, Orã Figueiredo e Adriano Garib.

O lançado é previsto para 01º de fevereiro e a direção é de Thomas Portella (Operações Especiais, 2015). O roteiro é de LG Bayão.

Formato: Longa-metragem / Ficção

Gênero: Drama

Produção: Luz Mágica / Globo Filmes (coprodução)

Distribuição: H2O Films

 

A animação de 75 minutos trará no elenco Rodrigo Santoro (7 Prisioneiros, 2021), Natália Lage (Domingo à Noite, 2022) e Guilherme Briggs (Chef Jack: O Cozinheiro Aventureiro, 2023). Ela conta a histórias de uma mulher com esdrúxulos superpoderes, uma tartaruga com transtorno obsessivo-compulsivo e uma nuvem com incontinência pluviométrica em uma insólita jornada até as profundezas do oceano.

A estreia está agendada para 25 de janeiro de 2024 e a direção é de Marcelo Fabri Marão (Eu Queria Ser Um Monstro, 2009).

 

Formato: Longa-metragem / Ficção / Animação

Gênero: Comédia

Duração: 75 minutos

Classificação: 10 anos

Produtora: Marão Filmes

Distribuidora: Boulevard Filmes / Vitrine Filmes

Direção e Roteiro: Marão

Elenco: Vozes de Natália Lage, Guilherme Briggs e Rodrigo Santoro

Animação: Marão, Rosaria e Fernando Miller

Produção: Letícia Friedrich e Marão

Produção Executiva: Letícia Friedrich

Direção de Arte: Marão

Edição de Som: Ana Luiza Pereira

Montagem: Alessandro Monnerat + Yohana Lazarova

Trilha Sonora Original: Duda Larson

 

 

Sinopse

Como em tantas cidades do mundo ao longo do século XX, milhões de pessoas foram ao cinema no centro do Recife. Com a passagem do tempo, as ruínas dos grandes cinemas revelam algumas verdades sobre a vida em sociedade.

Onde assistir Retratos Fantasmas

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Em uma cena de Retratos Fantasmas, o diretor Kleber Mendonça Filho (Bacurau, 2019) mostra um mapa afetivo de Recife, sublinhado pelos cinemas de rua da cidade. Formado por cenas de arquivos (inúmeras delas do arquivo pessoal do diretor), o filme em si é um mapa afetivo de Kleber pelo seu passado e as àreas onde sua história se converge com a casa e a cidade ao seu redor.Ele mesmo resistente à classificação do longa como um documentário, o diretor insere elementos de fantasia durante a narrativa da obra, criando assim um registro repleto de licenças poéticas. Um “documentário de fantasia”, como ele mesmo pontuou em uma entrevista sobre o filme (ou, “filmes de ficção são os melhores documentários”, como inserido em uma das cenas).Retratos Fantasmas demorou para ser construído, um filme que não teve roteiro e foi encontrando significado ao longo de sua concepção. Bastante pessoal, ele te deixa incerto sobre todas as camadas que o constituem, assim “como os melhores filmes fazem”, como revelado pelo diretor em outra entrevista.Este é um longa que não mede seu amor incondicional ao cinema e sua capacidade de registro do tempo. Se isto não fica claro pelos registros narrados durante sua duração, é algo que fica mais evidente ainda na cena final do filme, onde ele abraça a fantasia dosada em metáforas nos minutos anteriores.

Curiosamente, o diretor conta na divulgação do filme que em certo momento se sentiu estagnado em sua elaboração. Foi pensando no roteiro do próximo projeto (O Agente Secreto, com Wagner Moura), que ele fez conexões que colaboraram para a continuação de Retratos. Esse retorno a um material criado pregressamente, para encontrar seu lugar no momento atual, é exatamente o que ele fez com registros juntados por anos em variados formatos, algo que foi lentamente lapidado em uma história tão pessoal que acaba reverberando com o passado de uma cidade e o presente de um país.

 

 

Porque recomendamos

Um “documentário de fantasia”, como comentado pelo diretor Kleber Mendonça Filho, Retratos Fantasmas é uma declaração de amor tão pessoal ao cinema, a Recife e a história de suas salas de rua, que acaba se tornando universal e atual.

 

Ficha técnica
  • Classificação: 12 anos
  • Duração: 1h 33 min
  • Ano de lançamento: 2023
  • País de produção: Brasil
  • Produtora: CinemaScópio
  • Distribuidora: Vitrine Filmes
  • Direção: Kleber Mendonça Filho
  • Produção: Emilie Lesclaux / Silvia Cruz (coprodução), Felipe Lopes (coprodução)
  • Roteiro: Kleber Mendonça Filho
  • Elenco: Kleber Mendonça Filho, Rubéns Santos
  • Direção de Fotografia: Pedro Sotero, abs
  • Fotografia adicional: Kleber Mendonça Filho, Maira Iabrudi, Marcelo Lordello
  • Design de som: Kleber Mendonça Filho
  • Mixagem: Ricardo Cutz
  • Montagem: Matheus Farias, edt
  • Pesquisa de imagens de arquivo: Karina Nobre, Cleodon Pedro Coelho

Pictures of Ghosts (2023) on IMDb

Sinopse

Ao se apaixonar pela bela e misteriosa Anaíra, Dalberto abandona seu trabalho na polícia e se torna comandante de um barco. O casal passa a viver na casa que Dalberto divide com os dois irmãos, às margens do Rio Negro, mas quando Dalberto é obrigado a se arriscar em uma longa viagem rio acima, desejos proibidos vêm à tona.  Enquanto Dalmo, o irmão mais velho, luta para controlar a atração que sente pela cunhada, Anaíra e Armando, o caçula, se aproximam. A volta de Dalberto reúne, sob o mesmo teto, os três irmãos apaixonados pela mesma mulher.

Onde assistir O Rio do Desejo

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O baiano Sérgio Machado cria um filme que é uma fatia da vida em Itacoatiara, cidade do Amazonas. Baseado em um conto do autor Milton Hatoum (conto esse extendido em uma parceria entre o diretor e o escritor), Sérgio cria uma vida atemporal de três irmãos que têm suas rotinas alteradas com a chegada de Anaíra, moradora da região.A impressão digital deixada por Sérgio é uma lembrança bem vinda de seu longa de estreia, Cidade Baixa (2005), onde temas semelhantes estavam presentes. A colaboração com a preparadora de elenco Fátima Toledo também se repete neste longa, levando as personagens à uma visceralidade que costuma marcar os trabalhos da profissional.

No filme, não é possível nadar contra a corrente do desejo, como o destino inevitável em uma tragédia grega. Assim definido pelo próprio diretor, quanto mais os personagens masculinos lutam para ir contra o medo do sofrimento que marcou a vida de seu pai, mais eles vão em direção de ao inevitável. A tentativa de fuga da repetição é apenas um caminho mais longo.

As temáticas semelhantes entre Cidade Baixa e O Rio do Desejo mostram uma predileção de Sérgio pela marginalidade, como um Plínio Marcos cinematográfico que explora relações através do que não é dito. O subtexto é somado a uma quase-sobrenaturalidade, que surge como um espaço negativo causado pela ausência da mãe e as consequências acumulas por não se lidar com ela.

 

 

Porque recomendamos

O diretor Sérgio Machado continua sua exploração sobre a marginalidade, que vem desde Cidade Baixa (2005), através de uma trágica história ambientada no Amazonas, região que merece ter sua identidade e paisagens retratadas em cada vez mais filmes. A seleção de elenco do quarteto protagonista é certeira e os atores contaram com a preparação da veterana Fátima Toledo (Central do Brasil, 1998, Cidade de Deus, 2002, Tropa de Elite, 2007).

 

Ficha técnica
  • Classificação: 16 anos
  • Gênero: Drama
  • Duração: 1h 47 min
  • Ano de lançamento: 2022
  • País de produção: Brasil
  • Produtoras: Gullane Entretenimento
  • Distribuidora: Gullane Entretenimento
  • Direção: Sérgio Machado
  • Produção: Rodrigo Castellar, Caio Gullane, Fabiano Gullane, Pablo Torrecillas, André Novis e Sérgio Machado
  • Roteiro: Sérgio Machado, George Walker Torres, Maria Camargo e Milton Hatou
  • Elenco:  Sophie Charlotte, Daniel De Oliveira, Gabriel Leone e Rômulo Braga
  • Produção de Elenco: Marcia Godinho
  • Preparação de Elenco: Fátima Toledo
  • Direção de Fotografia: Adrian Teijido, Abc
  • Direção de Arte: Adrian Cooper
  • Figurino: Masta Ariane
  • Maquiagem: Sonia Penna
  • Som Direto: Luciano Raposo
  • Desenho de Som e Mixagem: Caio Guerin e Eduardo Virmond Lima
  • Trilha Sonora Original: Beto Villares
  • Montagem: Marcelo Junqueira, Amc, Felipe Duarte Ferpa e Ricardo Farias

River of Desire (2022) on IMDb

Sinopse

Uma família de quatro membros da classe média baixa tenta manter o seu espírito e os seus sonhos nos meses seguintes à eleição de um presidente de direita, um homem que representa tudo o que eles não são.

Onde assistir Marte Um
 
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Gabriel Martins (No Coração do Mundo, 2019) é um mestre da delicadeza e Marte Um é a prova disso. Povoado por personagens bem delineados, o longa explora a brasilidade em todos os frames de sua duração.

Abordando os sonhos de cada membro da família e suas expectativas para si mesmos e os outros membros, ele consegue ser um retrato carinhoso e concreto de famílias brasileiras de forma autêntica e sem lugares comuns.

Sutil, as transformações de casa personagem é mostrada de forma precisa e sem o uso excessivo de diálogos. Anseios e apreensões dividem espaço com momentos leves, assim como puxões de tapete inesperados. É um equilíbrio microscópico, mas que se assemelha ao turbilhão de sentimentos que experimentamos cotidianamente.

No fim do dia, a família Martins opta pelo otimismo. Acostumados a um jogo de cartas marcadas, eles escolhem encontrar forças nos ombros uns dos outros que, mesmo com tropeços, continuam ali, ancorados.

 

 

Porque recomendamos

O cineasta Gabriel Martins é muito habilidoso em dar informações em suas cenas sem a necessidade de tantos diálogos. Sua sutileza também pode ser notada na forma como dirige os atores, o que resulta em atuações naturalistas.

 

Ficha técnica
  • Classificação: 16 anos
  • Gênero: Drama
  • Duração: 1h 55 min
  • Ano de lançamento: 2022
  • País de produção: Brasil 
  • Produtoras: Filmes de Plástico / Canal Brasil (coprodução)
  • Distribuidora: Embaúba Filmes
  • Direção: Gabriel Martins
  • Roteiro: Gabriel Martins
  • Produção: André Novais Oliveira, Gabriel Martins, Maurilio Martins e Thiago Macêdo Correia
  • Produção Executiva: Thiago Macêdo Correia
  • Direção de Produção: Luna Gomides
  • Elenco: Cícero Lucas, Camila Damião, Rejane Faria, Carlos Francisco, Russo APR, Ana Hilário, Tokinho e Juan Pablo Sorín
  • Direção de Fotografia: Leonardo Feliciano
  • Direção de Arte: Rimenna Procópio
  • Figurino: Marina Sandim
  • Som: Tiago Bello
  • Trilha Sonora: Daniel Simitan
  • Montagem: Tiago Ricarte e Gabriel Martins

Mars One (2022) on IMDb